Quanto você tem de gasolina?

Nestas últimas semanas muitos ficaram olhando o marcador de combustível do seu próprio veículo para ver quantos quilômetros ainda poderiam percorrer ou quantos dias ainda poderiam dirigir. Percebi que isso pode estar relacionado com nossas vidas, inserido em nosso padrão de comportamento de forma bem mais profunda.

Sabemos que o marcador de combustível nos mostra o quanto ainda temos de combustível e naturalmente o que já gastamos, e muitos de nós simplesmente dirige sem olhar com tanta atenção para o marcador de combustível, pois basta parar num posto de gasolina qualquer e abastecer. Só notamos ou valorizamos o combustível quando não temos mais ele, semelhante ao que ocorreu recentemente.

Aí pensei: não é assim também em nossas vidas?

Repare, nascemos com um “tanque cheio” de gasolina para “dirigir” nossas vidas, e muitas vezes sequer nos preocupamos com o nível de combustível que temos. “Dirigimos” como se nunca fosse nos faltar “combustível”, não nos preocupamos em acelerar mais ou menos em vários momentos, apenas dirigir de uma forma prazerosa ou despreocupada, e as vezes somos surpreendidos com um “nível baixo de combustível”. Basta parar no posto de abastecer, correto?

Assim é também em nossas vidas, não nos preocupamos em economizar (cuidar da nossa saúde), não nos preocupamos em abastecer (cultivar bons hábitos, ter bons sentimentos, desenvolver bons pensamentos), não nos preocupamos em realizar manutenções para consumir menos (fazer exercícios, estudar algo novo, desenvolver uma nova habilidade) e de repente somos surpreendidos por uma luzinha amarela (alguma doença ou enfermidade).

E nesta hora é que passamos a valorizar o que tínhamos (tanque cheio), e é nesta hora que começamos a mudar nossos hábitos (prometemos a nós mesmos economizar nosso corpo) e etc. Mas quando a “gasolina” reaparece, é questão de dias ou minutos para voltarmos aos nossos hábitos antigos e mal nos lembramos do quanto sofremos pela “falta de combustível”!

Hoje ainda, talvez, seja possível se lembrar do que sentimos nestas últimas semanas, e por isso, seja a hora exata de valorizarmos o “combustível” que ainda temos em nosso “tanque”, e “dirigir” da melhor forma possível, pois nem sempre haverá “posto” para abastecermos!

Pense nisso e tenha uma ótima semana.

Luis Fernando Freitas