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É preciso diferenciar sócios de diretores - Business Executive Coach - LFP de Freitas

É preciso diferenciar sócios de diretores

Existem diversos negócios familiares no Brasil, desde pequenos até grandes negócios e há um tema que considero de extrema importância para o sucesso e manutenção dos negócios de uma empresa ou grupo familiar.

Primeiramente quero dizer que, se tivesse que destacar em poucos segundos uma vantagem de ter como sócio alguém da família, diria que seria o fato de ter pessoas dentro do negócio que você conhece melhor, que você conviveu por muito tempo e que normalmente você pode confiar, digamos assim.

Por outro lado, se fosse questionado sobre uma desvantagem desta mesma característica, ou seja, de ter alguém da família dentro do negócio, eu destacaria o fato de não ser possível você demitir seu sócio e ser “obrigado” a conviver com ele, algo que inclusive pode impactar sua relação familiar.

E paralelamente a esta vantagem que pode ser desvantagem, e essa desvantagem que pode ser vantagem, penso que o fato de se ter funcionários para executar atividades importantes dentro da empresa pode ser bem mais interessante do que deixar tarefas importantes nas mãos de algum sócio, seja por ser possível que este profissional seja mais capacitado, seja pela liberdade e possibilidade de trocar essas pessoas de acordo com a necessidade e perfil do seu negócio.

Pode parecer duro demais, mas não é. Infelizmente o mundo dos negócios muitas vezes se comporta desta maneira e exige de nós uma postura firme para encará-lo.

Não quero sugerir isso ou aquilo, apenas lhe dar ciência destas situações, estratégias e comportamentos empresariais.

De uma forma ou de outra não gostaria de tratar e assumir uma linha única de raciocínio e afirmar estas características como vantagens ou desvantagens, mas sim, discutir o modelo que permita melhores resultados e que é praticado por algumas empresas e grupos familiares de sucesso, seguindo modelos de liderança e de gerenciamento que permita buscar os melhores resultados para a empresa e para os Sócios.

Neste sentido, vamos deixar algo como premissa inicial:

– Onde está “escrito” que obrigatoriamente um sócio precisa trabalhar no negócio?

Pois é, normalmente não está escrito (e talvez nem acordado isso). O que ocorre é que a maioria dos negócios se iniciam precisando de mão de obra e normalmente neste espaço é que os sócios se envolvem para fazer a coisa acontecer, principalmente aqueles que começaram “do nada”, com poucos recursos.

Quanto a destacar que o envolvimento dos sócios é fundamental para o sucesso do negócio não devemos ter dúvidas pois é uma das mais importantes etapas que precisamos nos atentar para conquistar espaço, mercados e clientes, e é imprescindível para desenvolver qualquer negócio de sucesso.

Mas a medida que o negócio evolui, manter os sócios desenvolvendo a “mesma” atividade pode limitar o crescimento e neste momento, vários conflitos podem começar a ocorrer.

É importante que cada sócio evolua pessoal e profissionalmente. Mas a evolução dos sócios dentro de um negócio ocorre de forma diferente pelo simples fato das pessoas serem diferentes umas das outras.

Com o tempo, um sócio passa a cobrar uma postura do outro sócio com a mesma intensidade que ele trabalha. Não vamos tentar analisar qual das partes está certa e qual está errada, apenas o fato que os conflitos podem se iniciar.

E neste ponto destaco que talvez seja importante reinventar a empresa na essência da gestão, e estabelecer outras premissas importantes:

  • Sócio é dono do negócio e independente do que faz ou que não faz, é responsável direto ou indireto pelo andamento e sucesso da empresa
  • Se um sócio trabalha na empresa deve cumprir com obrigações da mesma maneira que outros funcionários, ou até com mais comprometimento (para dar o exemplo).
  • Se um sócio não tem qualificação para assumir um papel de responsabilidade dentro da empresa ele pode desenvolver esta capacidade. Se não quiser ou se não conseguir, é preciso que se decida por ter pessoas qualificadas para exercer as tarefas e responsabilidades daquela função, se objetiva os melhores resultados.

Dito isso, vamos a proposta de organização ou reorganização em alguns casos. Trata-se apenas e tão somente de uma proposta para reflexão, na tentativa de ter uma empresa melhor estruturada.

1) Em primeiro lugar sócio continua sendo sócio e dono do negócio, com direito ao recebimento de dividendos e/ou lucros.

2) Em segundo lugar, um sócio não deve trabalhar no negócio simplesmente porque é sócio, mas sim porque possui habilidades para desempenhar o que se espera dele dentro da empresa e no papel (cargo) que exerce.

Sócio além de receber dividendos e/ou lucros, se trabalhar na empresa recebe pró-labore (e não salário). Se não trabalhar, não recebe pró-labore e dependendo da estratégia da empresa, a distribuição de lucros precisa ser discutida.

3) Em terceiro lugar, devem os sócios definirem quais são os papéis de cada um dentro da empresa, e a partir daí respeitar as decisões que são tomadas dentro do escopo de trabalho e função assumida.

Vou detalhar um pouco mais: se um dos sócios assumir a responsabilidade de trabalhar como CEO, deve este sócio agir como CEO da empresa e tomar as decisões que qualquer CEO qualificado tomaria, e da mesma forma. Deve ainda este CEO prestar contas e satisfação para os demais sócios (isto independe da participação dele na empresa).

Repare que numa situação como essa não é preciso que este CEO leve todo assunto para ser tratado pelo “Conselho” (sócios da empresa).

4) Deve este Sócio no papel de CEO cobrar performance dos funcionários e demais sócios que trabalham dentro na empresa (com outras responsabilidades) e inclusive sugerir a saída de um dos sócios das atividades e papéis que executa diariamente quando assim julgar necessário, podendo deixar que isto seja tratado no “Conselho” ou não.

“Sair” com um sócio pode significar apenas que ele não deva trabalhar mais no negócio e a partir daquele momento não receber mais pró-labore, podendo continuar na sociedade sem outros reflexos e recebendo dividendos e/ou lucros.
Infelizmente em algumas empresas familiares, e em diversos casos e situações, as decisões são tomadas visando o “bem-estar” dos sócios e não necessariamente da empresa. Tome sempre muito cuidado com isso ao identificar este comportamento!

Naturalmente esse é o tipo de coisa que quando estamos de fora não podemos questionar se isso é correto, ético, adequado ou sei lá o que, mas os reflexos que isto pode causar ao longo do tempo pode não ser o que se deseja. Vejamos alguns exemplos:

– Em primeiro lugar, como um funcionário pode se comprometer 100% com a empresa se percebe que a empresa prioriza o “bem-estar” dos sócios em detrimento a “saúde” da empresa? Será que esta empresa sobreviverá!? Por que devo me esforçar mais do que já estou me esforçando!?

– Um parceiro pode desconfiar se deve realmente manter a parceria com aquela empresa pois no surgimento de uma crise, o comportamento daquela empresa pode não ser um comportamento que esteja alinhado com o dele (parceiro) em termos de negócios, mas sim em função novamente do “bem-estar” dos sócios da empresa. Passa então a ser um risco maior!

– Mesmo um cliente pode, e eu diria que deve, desconfiar de como uma empresa familiar é gerida e como está estruturada, para evitar surpresas desagradáveis.

Mas esse é um assunto sem fim, um assunto que inclusive deve ser explorado diariamente por quem está à frente da gestão de negócios. Podem existir inúmeros pontos de vista e o que foi aqui inicialmente explorado é apenas um ponto de vista simplificado, que pode ser considerado válido em algumas situações e impossível de ser praticado em outras.

Identificar e decidir o que precisa ser feito é importante, mas não significa que deva ser alterado ou implantado imediatamente, (sem considerar o momento da empresa, do mercado e etc). É preciso sim saber o que se quer, mas é preciso e importante saber quando se pode aplicar e implantar conceitos, estruturas e estratégias dentro de cada negócio.

Para concluir, uma pessoa no papel de CEO dentro de uma empresa ou grupo familiar pode viver uma situação onde precisará decidir entre a “sobrevivência” da empresa ou a manutenção das “boas” condições de vida de seus sócios (e familiares), pagando altos pró-labores e com eventual baixa qualidade na execução das tarefas que cada um se dispõe a fazer. Se este dia chegar e esta situação for criada, qual sera a decisão? A favor da empresa ou a favor dos sócios familiares?

Novamente, sem considerar uma ou outra situação certa ou errada, ela pode afetar você pessoalmente, seja você sócio, funcionário, terceirizado, cliente ou fornecedor.

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