O que podemos aprender (ou reforçar) com Roger Federer

Como fã de esportes e brasileiro que sou, me acostumei a assistir aos domingos, grandes conquistas de um brasileiro chamado Ayrton Senna, e confesso que há tempos não via tanta emoção no esporte como na manhã deste domingo dia 16 de julho.

Para os amantes do tênis, Roger Federer nos conforta ao nos dar o privilégio de assistir suas grandes e incríveis conquistas, principalmente nesses os últimos anos que estivemos ausentes de Senna (e de suas vitórias que chamávamos de “nossas vitórias”).

Com 35 anos de idade, quase um “idoso” para o tênis da atualidade, Federer torna-se o mais velho vencedor do torneio de Wimbledon.

Após 6 meses parados por contusão ano passado, Roger voltou este ano nos mostrando que quando se ama o que se faz, tudo é possível, e alguns aprendizados (dentre inúmeros) destaco 3:

  • A idade está na sua cabeça – se você se sente “velho”, você está certo, mas se você se sente “jovem”, você também está certo;
  • Só você pode verdadeiramente colocar limites em você – não deixe ninguém dizer que você não pode, pois só você pode fazer isso (mas evite, porque você pode o que quiser, se quiser!);
  • Planejamento é importante se você quer realizar seus sonhos – Roger abriu mão de disputar a temporada no saibro por saber que o tipo de jogo naquele piso não favoreceria suas condições físicas e que poderia prejudicar o restante da temporada, mesmo recebendo críticas e gerando dúvidas da eficácia de sua estratégia.

“Se você acredita, você consegue” – Roger Federer

Só este ano, Federer ganhou 2 dos 3 Grand Slams já disputados (os dois que ele disputou), entre outros torneios de Masters 1000.

Tudo isso talvez nos mostre também que o esporte deve ser encarado alegremente, reconhecendo as emoções que sentimos (tanto Roger quando Cilic se emocionaram nesta final), seja torcendo por quem quer que seja, que talvez possamos focar muito mais no que temos a aprender com o esporte e esportistas, do que “descarregar” nossas frustrações e maldades (talvez você saiba ao que me refiro aqui).

Você não precisa torcer e nem admirar Federer como jogador, mas talvez possa reconhecer suas conquistar e tentar aprender muito com ele, da mesma forma que você pode aprender muitas coisas com outros esportes e esportistas de sua preferência. Mas por favor, foque em coisas boas é claro!

Federer era o 16o. no ranking ao retornar aos torneios este ano, e já nesta próxima semana, irá assumir a 3a. posição. Isso é simplesmente algo incrível!

Por outro lado, Federer não ganha nada sozinho. Assim como todos nós, precisa do apoio de sua equipe, de sua família (sempre presente nos torneios) e de várias outras pessoas. Federer também perde, pois precisa seguir rigorosamente sua disciplina de treinos, alimentação entre outras coisas, o que certamente lhe faz privar de muitas coisas (e “prazeres”) da vida.

Ou seja, independentemente de nossas escolhas, nós sempre ganhamos algo e ao mesmo tempo perdemos algo. Que possamos ser inteligentes para fazer as escolhas certas para sermos felizes, assim como, aparentemente, Federer vem fazendo!

Um ótimo domingo!

Luis Fernando Freitas