Viagem

Assim como nossa vida pessoal, a história de uma empresa pode ser comparada a viagem de um Trem, onde houve um ponto de partida e haverá um ponto de chegada, muitas vezes um destino almejado e traçado, outras vezes, um lugar desconhecido.

Ocorre que neste Trem, algumas pessoas podem subir mais tarde, em outras estações digamos assim, sendo que muitas outras querem subir em diversos outros momentos, mas acabamos não deixando isso acontecer por achar que não precisamos delas e que aquele não é o Trem certo para elas.

Da mesma forma, alguns descem mais cedo em relação ao destino final do Trem por diversos motivos, enquanto outros também com motivos, querem descer e fazemos de tudo para não deixa-los ir.

Neste Trem da vida (pessoas chegam até nós, algumas ficam e outras se vão) assim como nos negócios onde o próprio negócio pode ser entendido como o Trem, pessoas são contratadas e pessoas são demitidas (e outras pedem demissão).

Mas a viagem é longa e assim queremos que seja. Por isso, para os mais distraídos, talvez tenhamos que lembrá-los de descer, pois ali talvez seja a estação para eles, ou seja, a viagem deles é somente até aquele ponto, e apenas seguir viagem, não o levará para um lugar melhor e mais feliz, e nem nos deixará feliz também. Eles precisam pegar outro Trem.

Lamentar-se por não termos as pessoas que queremos em algum momento da nossa viagem acredito que seja de fato uma característica que nos evidencia como seres humanos. Alertar alguns para descer no local que imaginamos ser o melhor ou o certo para eles (e para nós) pode ser desagradável, mas para garantir que esta viagem seja a mais agradável possível e para que todos se ajudem mutuamente até o destino final, por vezes, isto poderá se tornar uma rotina.

Obviamente é preciso coragem, moderação, equilíbrio, liderança e muita inteligência para transformar essa viagem na “melhor coisa da vida”!

Luis Fernando Freitas

P.S.: Este texto surgiu de uma reflexão inicial sobre “o que fazer” quando percebi que algumas mudanças ocorridas em minha vida foram boas e outras, aparentemente, nem tanto! Continuei a refletir sobre as mudanças organizacionais, e as limitações que ocorrem quando as equipes não conseguem acompanhar a evolução e o crescimento dos negócios. Então resolvi escrever algo curto que pudesse transparecer parte de meus pensamentos e destacar a relação que percebo entre a nossa vida e a história de uma empresa.